mundomiki no diário do comércio

On April 2, 2008 by miki

tudo bem que já faz tempo. muuuuuito tempo. precisamente há quase dois meses atrás (rs). mas o fato é q eu ainda não tinha conseguido dar a devida atenção pra matéria que a rejane tamoto fez do mundomiki.

e hoje foi o dia (tardo, mas não falho)! à guisa de comemoração pelo centenário da imigração japonesa para o brasil, o diário do comércio (jornal que, confesso a minha ignorância, eu não conhecia – ele atua no segmento empresarial e não é vendido em banca) lançou um caderno especial sobre o assunto.

uma ou duas semana antes, rejane (a jornalista) e andrei (o fotógrafo) vieram até o mundomiki para realizar a entrevista. entre café e bolinho de chocolate, conversamos tarde afora.

rejane e andrei, obrigada pela matéria!

infelizmente, não consigo dar o link direto para o jornal, motivo pelo qual segue a transcrição logo abaixo! se vc quiser ler a matéria diretamente no site do jornal, vá na busca e digite “mundomiki”.

Bonequinhas que realizam sonhos

Tradição japonesa das bonecas kokeshi ganha nova roupagem nas mãos da inventora nipo-brasileira

Rejane Tamoto
Fotos por Andrei Bonamin/LUZ

Sakura é uma “menina” fashion, tímida, que vive intensamente e acredita na amizade. Ela tem quatro amigos e espera por uma adoção. Sakura, palavra japonesa que significa flor de cerejeira, é uma versão brasileira e moderna das tradicionais bonecas japonesas de madeira kokeshi. A adaptação é de autoria da designer e inventora Miyuki Watanabe, de 35 anos, conhecida como Miki.

Ao resgatar suas raízes nipônicas, Miki recriou as kokeshis e, agora, recebe muitos pedidos das bonecas de pano, que vestem quimonos e se propõem a ajudar as pessoas a realizar sonhos. “Acredito que o clima do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil estimula a busca pelas bonecas”, disse Miki, que já disponibilizou para adoção mais de 50 delas, só em janeiro.

Bonecos – Tal como a versão japonesa, na qual as bonecas – de corpo reto e sem braços – são feitas de madeira e pintadas à mão, as mikokeshis (kokeshis criadas por Miki), também são artesanais. Produzidas em tecido, elas acumulam inúmeros significados. Tudo começa na forma como “nascem” as mikokeshis, já que cada uma das cinco bonecas tem personalidade diferente. “Sempre gostei de inventar histórias e fazer trabalhos manuais. Ao optar por desenvolver as bonecas, reuni toda a bagagem que tive, inclusive em relação à experiência como webdesigner”, conta Miki, que coloca as descrições e histórias das personagens-bonecas em seu blog: http://omundomiki.blogspot.com.

Além da Sakura, há a “menina” Kiku (em português, crisântemo), os “meninos” Momiji (bordo, uma árvore japonesa) e Yanagi (salgueiro-chorão). De sexo indefinido, o boneco Tampopo (dente-de-leão) não sabe se é menino ou menina. As cinco bonecas receberam nomes da flora japonesa, já que é um costume no país tornar a observação das árvores um verdadeiro programa em família. Segundo Miki, as mikokeshis que ela criou vivem num jardim de sonhos.

Miki não cria a personalidade da boneca com base em uma pessoa. “Mas as pessoas podem dar dicas. Eu elaboro os personagens com base em observações do cotidiano. Um dia, vi um menino com uma mala de violino no metrô e criei um boneco”, conta. Outra inspiração, lembra Miki, é a personagem Hello Kitty. Miki ressalta que o público que adota os bonecos é formado por adultos.

Adoção – Para obter uma boneca, é preciso adotá-la. Segundo a designer, essa é a única maneira de conquistar uma mikokeshi e só é necessário comprar a roupa dela, um quimono, que custa R$ 38,00. Quem comprar mais roupas, recebe mais espaço para que histórias sejam colocadas no blog de Miki. “A idéia surgiu porque eu gostaria que as pessoas refletissem sobre os motivos pelos quais estão comprando algo e não o façam apenas por modismo. Não gostaria que elas fossem compradas e, em seguida, esquecidas”, disse. Junto a cada boneca, há um cartão que explica os detalhes, com espaço para que as pessoas descrevam seu sonho e contem o que farão para alcançá-lo. As adoções também podem ser feitas com Miki, pelo blog.

Versão customizada vem com roupas de luxo

Além das mikokeshis, a designer Miyuki Watanabe, a Miki, desenvolve há cerca de dois anos bonecas-jóia. Elas também são adotadas e têm personalidade, mas são exclusivas. “Se alguém adota e perde ou estraga, não haverá outra igual”, disse. E, para essas bonecas, ela cria roupas especiais, mais elaboradas, cujos preços variam de R$ 230 a R$ 350. Até agora, 18 dessas jóias foram adotadas.

“Elas são desenvolvidas a partir de um projeto mais demorado, de cerca de uma semana para cada uma”, conta. Há até uma linha de roupas, inspirada na obra de Lewis Caroll [sic], Alice no País das Maravilhas, para a qual foi organizado um desfile em outubro do ano passado. O próximo passo, afirma Miki, será desenvolver roupas com base no tema do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.

A paixão de adultos por bonecas, denominada toystyling [sic]*, tem origem na cultura pop japonesa e é cultivada por Miki, que tem até hoje guardada uma Suzi, sua preferida na infância. “Com as bonecas também coloco em ação meu gosto por moda, área em que me especializei em uma pós-graduação. Além disso, é um hobby”, conta Miki, que se veste, ela mesma, como uma personagem, uma mikokeshi. (RT)

* n.a. o nome correto é toy art


Este post tem a intenção de disseminar o artigo sobre o mundomiki veiculado no jornal Diário do Comércio. Todos os direitos são reservados aos seus respectivos proprietários.


2 Responses to “mundomiki no diário do comércio”

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *