Fluxus

On October 1, 2006 by miki

Este é um post de agradecimento à querida Cris Mesquita por me permitir acompanhá-la e à sua turma de pós na visita monitorada Fluxus, no Tomie Ohtake.

Quando eu ainda era aluna desse mesmo curso de pós no Senac, tínhamos, sob sua tutela, uma matéria muito bacana chamada “atividades complementares”. Era uma das matérias de que eu mais sofria e gostava, pois era onde tínhamos total liberdade para criar uma imagem sobre um determinado estímulo que nos era passado: podia ser uma exposição, um filme, uma palestra… Eu sofria porque ficava numa ânsia de não saber o que fazer, num frenesi para criar algo bem legal, mas também com uma sensação muito boa depois de o processo todo ter sido atravessado, a criação se constituído e o objeto desenvolvido. Sinto muita falta dessa instigante troca e, por isso, fiquei com muita saudade e vontade de acompanhar a turma na visita do Fluxus.

Claro que foi bárbaro. Cris, espero poder estar sempre perto de você, mulher inspiradora, linda e guerreira!

Beijos da Miki


Sábado chuvosinho. Fim de tarde. Encontro marcado com uma turma do Senac da mesma pós que eu fiz (criação de imagem e styling de moda) para uma visita monitorada a exposição Fluxus que está rolando no Tomie Ohtake.

Acho que eu não teria ido ver essa expo se eu não tivesse me convidado (assim sem cerimônia mesmo) para ir! Obrigada, Cris, por me aceitar na caravana!


Gostei muito do Fluxus, muito embora meus conhecimentos sobre arte sejam bastante parcos! Acho o Instituto Tomie Ohtake um espaço gostoso e bem planejado para exposições. Nem grande, nem pequeno, salas espaçosas, iluminação agradável, café simpático (poderia ter um pouco mais de opções) e uma lojinha que não é retumbante.

“… com Fluxus – Uma longa história com muitos nós, o Instituto Tomie Ohtake mostra um movimento que se iniciou nos anos 50, influenciado diretamente pelo dadaísmo, quarenta nos depois. Consiste em um dos primeiros sinais da arte contemporânea, portanto, essa exposição é uma rara oportunidade de experimentá-la nas suas origens.” acho que isso que está escrito no folder da expo dá um panorama do que se vai encontrar por lá.

Bom, eu, na minha vasta ignorância, não sei muita coisa sobre o dadaísmo tampouco sobre a arte contemporânea, mas fiquei feliz pela oportunidade de ver algo como o fluxus.

Está bem explícita a questão da confrontação com os então modelos vigentes. O que é arte? O que não é arte? Qualquer um pode fazer “arte”? Como um objeto totalmente banal, do quotidiano pode ser alçado ao status de objeto artístico? Não são questões fáceis e nem com respostas simples. Isso foi nos anos 50 e ainda hoje a questão perdura, certo?

De toda maneira, adorei muitos dos objetos que ali estavam pela possibilidade de universos criativos que eu enxerguei neles para mim. Pode parecer um pouco egocêntrico, mas fiquei bastante entusiasmada, tendo um milhão de idéias de “obras” que eu gostaria de fazer :-). Depois de sair dali, minha cabeça fervilhava e rabisquei várias coisas em meu caderninho. Não sei se um dia eles se tornarão algo mais que esboços, mas essa “fúria criativa” atiçada por estímulos diversos me deixa muito feliz!

Uma pena que não se pode tirar fotos da expo, então, você vai ter que ir conferir pessoalmente! Mas corra, porque é só até o final de semana que vem!

SERVIÇO
Fluxus – uma longa história com muitos nós
Instituto Tomie Ohtake

25.ago.2006 a 08.out.2006 [ter a dom 11h às 20h]
entrada franca
Av. Faria Lima, 201 – Pinheiros – São Paulo – SP
(entrada pela R. Coropés)
[11] 2245-1900
instituto@institutotomieohtake.org.br
www.institutotomieohtake.org.br


Este post tem a intenção de disseminar a exposição Fluxus e o trabalho do Instituto Tomie Ohtake. Todos os direitos são reservados aos seus respectivos proprietários.


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