Archives for posts with tag: passado

dedicatória: para d.


De repente, parecia que a tarde ensolorada e quente tinha parado, congelado no tempo. Trazendo lembranças esquecidas, velhos guardados, talvez e até tudo o que tinha sido encerrado no passado. Ou quase.
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hoje talvez o que restava da inocência e da pureza tenha sido defenestrado, exorcizando para sempre o espectro da tua presença e as lembranças de dias que se foram. e talvez eu tenha podido começar a enxergar que você é, como qualquer outro, apenas humano e que muitas afirmações que existiam a seu respeito eram ilusões que eu talvez nunca tenha querido – por motivos óbvios – enxergar.
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hoje eu penso em você como quem pensa em um sonho distante… talvez seja estranho quando eu digo que nem sinto mais a tua falta… mas acho que isso seria talvez num tom de “sei que você está aí em algum lugar no mundo, mas não preciso te ver ou te ouvir… saber basta.”
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nos teus olhos eu mergulhei para buscar respostas… depois de tanto tempo, reencontramo-nos. e eu, olhando fixamente para você, mergulhei nos teus olhos, e, por um momento, nada, nada mais importava, nem o que se fazia ou dizia e nem quem estava a nossa volta…
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será que eu ouço a tua doce respiração ou será que eu sonho mesmo?

a tua face tão perfeita, meu anjo. a tua risada tão folgada… voando por entre as nuvens, viajando por entre os mares…

eu me lembro, eu me esqueço…

teus cabelos ao vento… e você sempre a dizer que não gostava deles… ora, meu tolo anjo, que idéia! e a tua voz? melodiosa como um trinado do mais mavioso canário…
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Membros inferiores e superiores enrijecidos pelos anos vividos. Um vento sopra frio e intenso. Meus cabelos caem e são levados por ele. Sinto frio, meu corpo está desnudo. O sol tímido aparece por entre as nuvens e seus raiozinhos fracos me aquecem lentamente. Um banho de chuva agora. Os pingos escorrem por todo o meu corpo. Meus filhos logo virão… É outono.

28.iii.1990