Archives for category: prosa poética

minha querida passarinha-perdigueira
my beloved chérie
o que seria de mim sem a sua crença?
decerto que meus sonhos Read the rest of this entry »


 
o outro escreve, espicaça, dança – frente a teus olhos
o outro fala, conta, afaga, encanta.
e depois de te deixar louco,
veste uma capa e parece ser outra pessoa.
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e eu, do outro lado do vidro, sorrio
vejo suas mãos ~ agora aquecidas ~
envolvendo a caneca de chocolate pelando de quente
os olhos vivos e vívidos Read the rest of this entry »


 
dedicatória: para f.

caminhou
olhou no rebordo do poço
e lá dentro, embaixo, viu
não o seu reflexo Read the rest of this entry »

dedicatória para biti a. e rogério c. porthe nature of fairies

Coquete, passou mil horas na frente do espelho, experimentando disto e daquilo, empoando-se, perfumando-se, penteando-se. Suas mãos minúsculas e delicadas ajeitaram os cílios e ela, finalmente satisfeita com a imagem refletida, atravessou a janela e ganhou o mundo.
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dedicatória: para p.


Acorda, abre os olhos devagar, ainda sonolentos, repletos das lembranças dos sonhos da noite passada. A luz coada do sol da manhã perpassa a cortina de tecido leve e vem brincar com seus sonhos em seu semi-sono, seu semi-acordar.
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dedicatória: para d.


De repente, parecia que a tarde ensolorada e quente tinha parado, congelado no tempo. Trazendo lembranças esquecidas, velhos guardados, talvez e até tudo o que tinha sido encerrado no passado. Ou quase.
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O pavão povoava seus sonhos.

Mas, ela, assustada demais para deixar que ele vivesse, tratou de trancá-lo bem trancadinho numa caixa.
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hoje eu penso em você como quem pensa em um sonho distante… talvez seja estranho quando eu digo que nem sinto mais a tua falta… mas acho que isso seria talvez num tom de “sei que você está aí em algum lugar no mundo, mas não preciso te ver ou te ouvir… saber basta.”
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nos teus olhos eu mergulhei para buscar respostas… depois de tanto tempo, reencontramo-nos. e eu, olhando fixamente para você, mergulhei nos teus olhos, e, por um momento, nada, nada mais importava, nem o que se fazia ou dizia e nem quem estava a nossa volta…
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